sobre

o grupo

Conversa Ribeira apresenta um olhar novo, reverente e criativo, para a música caipira.

Os integrantes do trio, nascidos em cidades interioranas, elaboram uma música repleta de encantamento com a riqueza e a profundidade que vislumbram no repertório clássico caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais quanto à experiência humana, aos saberes e sensibilidades que se revelam nessa música. Em seu fazer musical, buscam dar vasão à admiração e ao profundo respeito que cultivam com relação a seus antepassados caipiras, promovendo um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos musicais a que também se dedicam (a canção popular brasileira e a música instrumental).

As interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. A busca do grupo, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, é trazer à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda as fronteiras dos gêneros musicais.

O universo que serve de inspiração ao Conversa Ribeira e sobre o qual se debruça em busca de pérolas para compor seu repertório, abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos. Inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil. Assim, em seus dois CDs e nas suas apresentações, obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, dividem espaço com as composições dos próprios integrantes do trio e também de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

Dentro de uma perspectiva de recriação da música caipira, a necessidade de preservar essa tradição não a imobiliza como peça de museu, mas a coloca no centro de um processo cultural dinâmico, que impulsiona seu desenvolvimento e sua difusão para novos públicos.

Trajetória

Alinhavando o canto de Andrea dos Guimarães, a viola caipira e o canto de João Paulo Amaral, o piano e o acordeom de Daniel Muller, o trio segue o caminho que escolheu percorrer desde sua origem, em 2002. Conversa Ribeira colhe frutos de uma trajetória rica, com apresentações por todo o país e também no exterior - representou o Brasil em festivais no México e em Portugal. Após lançar seu 1º CD em 2007, foi selecionado no Projeto Pixinguinha (FUNARTE, 2007) e no programa Rumos Itaucultural (2008). Recebeu, em 2011, o prêmio Inovação do Festival Voa Viola. Em 2012, o grupo dividiu o palco com a Orquestra Municipal de Jundiaí – os próprios integrantes do trio escreveram arranjos para incorporar a orquestra de cordas à sua concepção peculiar da música caipira. Ao longo de sua trajetória, apresentou-se ao lado de artistas consagrados como Guinga, Monica Salmaso e Paulo Freire.

 

os músicos

João Paulo Amaral - Viola Caipira e voz

Integrou o Trio Carapiá (instrumental de violas caipiras) com o qual lançou o CD “Levante” (2007) e participou de festivais internacionais na Espanha, Portugal e México. Em 2009, convidou Alberto Luccas (baixo acústico) e Cléber Almeida (bateria) para formar seu trio e concretizar seu projeto solo como compositor e instrumentista. Lançou seu CD “Viola Brasileira”(2010) em shows no país e em Londres. É músico, arranjador e participa da direção da Orquestra Filarmônica de Violas, grupo fundado em 2001 por Ivan Vilela, que teve seu primeiro CD homonimo indicado ao prêmio Rival-BR (2005) e o segundo “Orquestra Filarmônica de Violas II” lançado em 2012. É professor de viola da EMESP Tom Jobim, da Faculdade Cantareira e autor do livro/CD “Viola Caipira - arranjos instrumentais de musicas tradicionais”. É graduado em Música Popular pela UNICAMP, onde realizou o primeiro Mestrado em Música acerca da viola caipira. Trabalhou com Renato Teixeira, Robertinho Silva, Natan Marques, Ivan Vilela, Juliana Amaral, Luis Felipe Gama, Ana Luiza, Renato Braz, entre outros.

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Daniel Muller - Piano e acordeão

Natural de Jundiaí/SP, é bacharel e mestre em Música pela UNICAMP. É arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria. O grupo obteve o segundo lugar no VII° Prêmio VISA de Música Brasileira em 2004, lançou seu primeiro CD, Choro Elétrico, em 2005, circulou por todas as regiões do país em 2006 com os Projetos Pixinguinha (FUNARTE/PETROBRÁS) e Circuito Instrumental Universitário (PETROBRÁS), lançou o CD “Porta Aberta” em 2008 e “Alegria” em 2011. Integra também o À Deriva, quarteto que apresenta uma proposta de música instrumental contemporânea improvisada e que lançou, até aqui, 5 CDs: “À Deriva (2006), “À Deriva II” (2008), “Suíte do Náufrago” (2010), “Móbile” (2012) e “De senhores, baronesas, botos, urubus, cabritos e ovelhas” (2013). Além do grupo Comboio, com quem gravou o CD “Narrativas de Sobrevivência” (2012). É também pesquisador e professor.

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Andrea dos Guimarães - Voz

Cantora, arranjadora e compositora, é Bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela UNICAMP. Integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento através da utilização de vocalizações sem palavras. O grupo lançou seu primeiro CD em 2010 e se apresentou em unidades do SESC; no IX Brasil Instrumental (Campinas/SP); ao lado da compositora e cantora portuguesa Sara Serpa; na II Mostra Instrumental EMESP (São Paulo). Fez a direção artística e musical dos espetáculos A canção no tempo – da Época de Ouro à Bossa Nova (Americana/SP 2004) e Circuladô (Tatuí, Campinas, Presidente Prudente, Botucatu 2010), este em parceria com o compositor e arranjador Paulo Flores, tendo seus arranjos executados pelo grupo artístico-pedagógico Jazz Combo do Conservatório de Tatuí. É professora de Canto Popular no Conservatório de Tatuí, na EMESP Tom Jobim, na Faculdade Cantareira, na Faculdade Souza Lima e no Curso de Licenciatura em Educação Musical da UFSCar. Como intérprete, já atuou ao lado de Guinga, Rafael dos Santos, Sara Serpa, Guilherme Ribeiro, Breno Ruiz, Fábio Leal entre outros.

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